Estado nutricional e consumo alimentar de agentes comunitários de saúde de um município do Seridó Potiguar

  • Hannah Samara Monteiro de Figueirêdo Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal-RN, Brasil.
  • Tulia Fernanda Meira Garcia Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal-RN, Brasil.
  • Ricardo Andrade Bezerra Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal-RN, Brasil.
  • Vivianne Izabelle de Araújo Baptista Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal-RN, Brasil.
  • Agnes Felix Escola Multicampi de Ciências Médicas do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal-RN, Brasil.
Palavras-chave: Agentes Comunitários de Saúde, Consumo alimentar, Estado Nutricional, Promoção de Saúde, Doenças Crônicas Não-transmissíveis

Resumo

Introdução: Agentes Comunitários de Saúde (ACS) contribuem para melhoria da saúde da população ao desenvolver atividades de promoção da saúde, prevenção das doenças e vigilância à saúde. Entretanto, é incipiente a oferta de ações a eles direcionadas, no enfrentamento de distúrbios nutricionais e práticas alimentares inadequadas, associadas ao aparecimento de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis. Objetivo: Analisar a associação entre consumo alimentar e estado nutricional em Agentes Comunitários de Saúde da zona urbana do município de Caicó-RN. Metodologia: Estudo transversal, abordagem quantitativa, com amostra composta por ACS adultos de ambos os sexos. A coleta de dados foi realizada utilizando instrumento contendo dados sociodemográficos, antropométricos (peso, altura, circunferência da cintura e cálculo do IMC) e dietéticos (Questionário de Frequência de Consumo Alimentar). Os dados foram expressos por meio de frequência simples e absoluta e a associação entre as variáveis foi analisada pelo teste Qui-quadrado. Resultados: Encontrou-se alta prevalência de sobrepeso (41,1%), obesidade (33,3%) e circunferência da cintura aumentada (86,4%), representando risco de complicações metabólicas. Os profissionais apresentaram consumo adequado de leguminosas (54,5%), cereais (59,0%) e carnes (98,9%), e consumo inadequado de frutas (76,1%), verduras e legumes (70,5%), leite e derivados (89,3%), frituras e gorduras (97,3%) e doces e açúcares (93,8%). Não houve significância estatística entre o consumo alimentar e estado nutricional. Conclusão: Observou-se percentual significativo de indivíduos com excesso de peso e obesidade abdominal, juntamente com práticas alimentares inadequadas, reforçando a necessidade de oferta e ampliação de ações que promovam hábitos alimentares saudáveis e fomento à qualidade de vida desses profissionais de saúde.

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Publicado
2020-05-16
Como Citar
de Figueirêdo, H. S. M., Garcia, T. F. M., Bezerra, R. A., Baptista, V. I. de A., & Felix, A. (2020). Estado nutricional e consumo alimentar de agentes comunitários de saúde de um município do Seridó Potiguar. RBONE - Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 13(81), 765-775. Recuperado de http://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/1058
Seção
Artigos Científicos - Original