Capacidade funcional e qualidade de vida de mulheres obesas de um interior do estado do Rio Grande do Norte

  • Ivanaldo Luna da Silva Santos Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil.
  • Taynah Neri Correia Campos Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil.
  • Danilo Erivelton Medeiros Dias Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Cuité, Paraíba, Brasil.
  • Julyenne Dayse Gomes de Oliveira Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil.
  • Jessica Rhayhanne dos Santos Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil.
  • Lucien Peroni Guald Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil.
  • Maria do Socorro Luna Cruz Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil.
Palavras-chave: Obesidade, Capacidade funcional, Qualidade de vida.

Resumo

Introdução: A obesidade é uma comorbidade que está associada ao acúmulo excessivo e anormal de gordura corporal, estando associada a efeitos adversos para a saúde como: probabilidade de distúrbios de ordem psicológica e social, distúrbio do sono, depressão, transtornos de ansiedade e distorção da imagem corporal, além de ser fator de risco para aumento de mortes prematuras e doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Objetivo: Analisar a capacidade funcional e a qualidade de vida de mulheres obesas de um interior do estado do Rio Grande do Norte, Santa Cruz-RN. Materiais e métodos: Foram recrutadas 30 voluntárias do sexo feminino, mediante a assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE). A capacidade física foi avaliada através do Incremental Shuttle Walking Test (ISTW) e do Teste de Caminhada de seis minutos (TC6’). A qualidade de vida foi avaliada através do Short Form Health Survey (SF-36). Os dados foram analisados estatisticamente através do teste de Anova para amostras repetidas com Pós Hoc Bonferroni, de acordo com a distribuição da variável, *p<0,05. Para análise dos dados utilizou-se o programa Graph Pad Prism version 5.0. Resultados: Foi observado alteração na diminuição do previsto da caminhada no teste de capacidade física e no SF-36, diminuição no domínio que diz respeito ao estado geral de saúde, dor e aspectos emocionais. Conclusão: Mulheres obesas apresentaram redução da capacidade física ao teste de esforço submáximo, ISTW e TC6’, como também diminuição do estado geral da saúde, fatores esses que interferem e comprometem a qualidade de vida.

Biografia do Autor

Taynah Neri Correia Campos, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil.

Enfermeira, Especialista em Educação na Saúde apre preceptores do SUS, Mestre em Saúde Coletiva.

Referências

-ATS. Statement: Guidelines for the Six-Minute Walk Test. American Thoracic Society Am J Respir Crit Care Med. 166. 2002. p.111-117. https://www.thoracic.org/statements/resources/pfet/sixminute.pdf

-Baltieri, L. Avaliação da capacidade funcional de obesas mórbidas antes e após a realização de cirurgia bariatrica. 9º Congresso de Pós Graduação http://www.unimep.br/phpg/mostraacademica/anais/9mostra/5/447.pdf

-Battisti, L.; Barbosa, A.M.; Silva, K. H.; Batista, G.C.P.; Farias, L.A.V.; Azevedo, G.S.; Carneiro, A. P. S. Percepção da Qualidade de Vida e Funcionalidade em Obesos Candidatos a Cirurgia Bariátrica: Um Estudo Transversal. Revista Brasileira de Qualidade de Vida. Vol.9. Num. 2. 2017.p.125-140.

-Campos, E. C.; Peixoto-souza, F. S.; Viviane, E.; Alves, C.; Basso-Vanelli, E. R.; Barbalho-moulim, M. Melhora da função pulmonar e capacidade funcional em mulheres com obesidade mórbida submetidos a cirurgia bariátrica. 2018. p. 1-8.

-Casado, L.; Vianna, L. M.; Thuler, L. C. S. Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil: uma Revisão Sistemática. Revista Brasileira de Cancerologia. Vol. 55. Num. 4. 2009. p. 379-388.

-Ciconelli, R. M.; Ferraz, M. B.; Santos, W.; Meinão, I.; Quaresma, M. R. Tradução para a língua portuguesa e validação do questionário genérico de avaliação de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF-36). Revista Brasileira de Reumatologia. Vol. 39. Num. 3. 1999. p.143-150.

-Dias, P. C.; Henriques, P.; Anjos, L. A.; Burlandy, L. Obesidade e políticas públicas: concepções e estratégias adotadas pelo governo brasileiro. Cadernos de Saúde Pública. Vol. 33. Num. 7. 2017. p. 1-12.

-Dourado, V. Z.; Guerra, R. L. F.; Tanni, S. E.; Antunes, L. C.; Godoy, I. Reference values for the incremental shuttle walk test in healthy subjects: from the walk distance to physiological responses. J Bras Pneumol. Vol. 39. Num. 2. 2013. p. 190-197. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23670504

-Fátima, M.; Sobral Filho, D. C. Exercício físico e o controle da pressão arterial. Rev Bras Med Esporte. Vol. 10. Num. 6. 2004.

-Gallagher, M. J.; Franklin, B. A.; Ehrman, J. K.; Keteyian, S. J.; Brawner, C. A.; DeJong, A. T.; McCullough, P. A. Comparative impact of morbid obesity vs heart failure on cardiorespiratory fitness. Chest. Vol. 127. Num. 6. 2005. p. 2197-2203. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15947337

-Gesser, A. F.; Demartino, A. M.; Oliveira, D. F.; Borges Jr, N. G.; Domenech, S. C.; Gevaerd, M. S. Qualidade de vida em mulheres com peso normal, sobrepeso e obesidade: uma perspectiva subjetiva e individual. Revista Baiana Saúde Pública. Vol. 38. Num.4. 2014. p. 897-912.

-Gonçalves, C. G. O Teste De Campo incremental shuttle walking test impõe esforço máximo a indivíduos saudáveis de diferentes faixas etárias?. Dissertação de Mestrado. Unopar-PR. Londrina. 2012.

-Iwama, A. M.; Andrade, G. N.; Shima, P.; Tanni, S. E.; Godoy, I.; Dourado, V. Z. The six-minute walk test and body weight-walk distance product in healthy Brazilian subjects. Brazilian Journal of Medical and Biological Research. Vol.42. Num. 11. 2009. p. 1080-1085.

-Jurgensen, S. P.; Trimer, R.; Di Thommazo-Luporini, L.; Dourado, V. Z.; Bonjorno-Junior, J. C.; Oliveira, C. R.; Borghi-Silva, A. Does the incremental shuttle walk test require maximal effort in young obese women? Brazilian Journal of Medical and Biological Research. Vol. 49. Num. 8. 2016. p. 1-7.

-Rezende, F. A. C.; Ribeiro, A. Q.; Mingoti, S. A.; Pereira, P. F.; Marins, J. C. B.; Priore, S. E.; Franceschini, C. C. padrões antropométricos de adiposidade, hipertensão e diabetes mellitus em adultos mais velhos de Viçosa, Brasil: um estudo de base populacional. 2018. p.584-591.

-Robergs, R. A.; Landwehr, R. JEP online Journal of Exercise Physiology online. Vol. 5. Num. 2. 2002. p. 1-10.

https://www.asep.org/asep/asep/Robergs2.pdf

-Tamura, L. S.; Cazzo, E.; Chaim, E. A.; Piedade, S. R. Influence of morbid obesity on physical capacity, knee-related symptoms and overall quality of life: A cross-sectional study. Revista da Associação Médica Brasileira. Vol. 63. Num. 2. 2017. p. 142-147.

-Tavares, T. B.; Nunes, S. M.; Santos, M. O. Obesidade e qualidade de vida: Revisão da literatura. Revista Médica de Minas Gerais. Vol. 20. Num. 3. 2010. p. 359-366.

-Townsend, N. E.; Gore, C. J.; Hahn, A. G.; Aughey, R. J.; Clark, S. A. Kinsman, T. A. Chow, C. M. Hypoxic ventilatory response is correlated with increased submaximal exercise ventilation after live high, train low. European Journal of Applied Physiology. Vol. 94. Num. 1-2. 2005. p. 207-215. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15609029

-WHO. World Health Organization. Obesity and overweight. 2017. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs311/en/

Publicado
2020-11-03
Como Citar
Santos, I. L. da S., Campos, T. N. C., Dias, D. E. M., Oliveira, J. D. G. de, Santos, J. R. dos, Guald, L. P., & Cruz, M. do S. L. (2020). Capacidade funcional e qualidade de vida de mulheres obesas de um interior do estado do Rio Grande do Norte. RBONE - Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 14(87), 652-660. Recuperado de http://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/1340
Seção
Artigos Científicos - Original