Prevalência e determinantes do aleitamento materno exclusivo e uso de fórmulas infantis em crianças de 0 a 6 meses no municí­pio de Itapejara D'Oeste-PR

  • Thais Maggioni Gnoatto Faculdade de Pato Branco (FADEP)
  • Indiomara Baratto Faculdade de Pato Branco (FADEP). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Palavras-chave: Aleitamento materno, Alimentação complementar, Lactentes

Resumo

A amamentação traz melhorias no processo digestivo e do sistema nervoso, favorece o ví­nculo mãe-filho facilitando o desenvolvimento emocional, favorece a imunidade, mantém o crescimento e desenvolvimento normal da criança. As fórmulas infantis são indicadas somente quando há impossibilidade do aleitamento materno, sua composição alcança grande parte dos nutrientes que compõem o leite humano, porém sua composição não se iguala às propriedades fisiológicas do leite materno. Este trabalho teve como objetivo verificar a prevalência do aleitamento materno exclusivo e seus determinantes, bem como o uso de fórmulas infantis nos primeiros seis meses de vida. Para a coleta de dados, foi aplicado um questionário aos responsáveis das crianças, contendo questões a respeito do consumo nas últimas 24 horas de leite materno, outros tipos de leite e outros alimentos, incluindo água, chás e outros lí­quidos, através do recordatório verificou-se que a prevalência do aleitamento materno exclusivo (AME) em crianças até seis meses foi de 44% (n=22), cerca de 40% (n=20) das crianças receberam fórmula infantil, o estudo ressalta ainda, que em média 48% (n= 24) das mães iniciaram a introdução alimentar precoce.

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Publicado
2018-02-06
Como Citar
Gnoatto, T. M., & Baratto, I. (2018). Prevalência e determinantes do aleitamento materno exclusivo e uso de fórmulas infantis em crianças de 0 a 6 meses no municí­pio de Itapejara D’Oeste-PR. RBONE - Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 12(69), 27-37. Recuperado de https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/648
Seção
Artigos Cientí­ficos - Original