Comportamento da força muscular respiratória em diferentes graus de obesidade

  • Cassio Daniel Araujo da Silva Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus-AM, Brasil
  • Fernanda Figueiroa Sanchez Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus-AM, Brasil
  • Camila Miriam Suemi Sato Barros do Amaral Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus-AM, Brasil
  • Ellen Kathellen Sá de Souza Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus-AM, Brasil
  • Robera Lins Gonçalves Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Manaus-AM, Brasil
Palavras-chave: Músculos respiratórios, Força muscular, Obesidade

Resumo

Objetivos: Avaliar a força muscular respiratória em indivíduos adultos obesos e comparar esses valores entre diferentes graus de obesidade. Métodos: Foi realizado estudo transversal que consistiu na avaliação das Pressões Inspiratória e Expiratória Máximas (PImáx e PEmáx) e das medidas de peso e altura para o cálculo do Índice de massa corporal (IMC) e classificação da obesidade segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).  Para análise estatística, utilizou-se o software SigmaStat 3.5 e o teste Anova One Way para comparação entre os grupos. Resultados: Dos 142 indivíduos avaliados (85 mulheres e 57 homens), 53 foram classificados como obesos de grau I, 25 com obesidade grau II e 64 com grau III. A idade média dos indivíduos foi de 45,3 ± 11,8 anos. Os valores de PImáx (-207,7 ± 79,2 cm/H2O no sexo masculino e -164,1 ± 83,5 cm/H2O no sexo feminino) e de PEmáx (156,3 ± 50,9 cm/H2O entre os homens e 118,5 ± 32,3 cm/H2O nas mulheres) foram significativamente maiores nos indivíduos com obesidade grau III em comparação com os indivíduos com obesidade grau II e grau I (P <0,001), sugerindo aumento das pressões respiratórias de acordo com IMC. Conclusão: Os resultados indicam aumento da força muscular respiratória em indivíduos com maior grau obesidade.

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Publicado
2019-08-22
Seção
Artigos Científicos - Original