Fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis em professores universitários

Samara Cristina da Silva Pinotti, Tatiana Mezadri, Leo Lynce Valle de Lacerda, Luciane Peter Grillo

Resumo


Objetivo: analisar os fatores de risco e proteção para doenças cônicas em professores de uma universidade comunitária do Litoral de Santa Catarina. Métodos: Foi enviado por e-mail para todos os docentes um questionário estruturado e de múltipla escolha sobre: idade, sexo, área de atuação, peso e altura, estado conjugal atual e horas de sono, bem como indicadores monitorados pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (alimentação, atividade física, hábito de fumar e beber). Resultados: Responderam ao questionário 52 homens (43%) e 68 mulheres (57%). A faixa etária prevalente foi de 36 a 45 anos (62,4%), a maioria está casado (80,8%) e atua na área de ciências da saúde (48,3%). Quanto as horas de sono, as mulheres dormem menos de seis horas por noite (60,3%) quando comparado aos homens (48,1%). O sexo masculino apresentou maior excesso de peso (48,1%), enquanto para o sexo feminino foi a obesidade (17,6%). Para os fatores de risco houve diferença significativa entre os sexos para o consumo de carne com gordura (p=0,0351) e consumo de bebida alcoólica regular (p=0,0089) com valores superiores para os homens. Conclusão: a maioria dos professores do sexo masculino deste estudo estão mais expostos aos Fatores de Riscos. Verificou-se ainda que quase metade dos homens estavam acima do peso e as mulheres apresentaram mais diagnósticos de obesidade do que os homens. Os fatores de proteção como a alimentação e a prática regular de exercícios físicos está abaixo do recomendado em ambos os sexos.


Palavras-chave


Doenças crônicas; Docentes; Alimentação

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