A influência parental no comportamento alimentar de crianças dos três aos seis anos de idade em Pernambuco

  • Gracielly Luanny Queiroz de Arruda Nutricionista, Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Recife, Pernambuco, Brasil.
  • Raquel Araújo de Santana Nutricionista, professora Doutora da Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Recife, Pernambuco, Brasil,
  • Marcele Mariah Torres dos Santos Acadêmico em Nutrição, Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil.
  • Maria Victória Santana da Costa Acadêmico em Nutrição, Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil.
  • Manuela Cristina dos Santos Pereira Nutricionista, Centro Universitário UNINOVO/Facottur, Olinda, Pernambuco, Brasil.
  • Cátia Sofia Botelho da Silva Psicóloga, pesquisadora da Escola de Psicologia da Universidade do Minho (CIPsi). Gualtar, Portugal.
  • Carmem Lygia Burgos Ambrósio Nutricionista, professora Doutora da Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil.
Palavras-chave: Comportamento alimentar, Criança, Família, Hábitos

Resumo

O comportamento alimentar das crianças é moldado principalmente pela família, que desempenha um papel primário fundamental na formação dos hábitos alimentares desses indivíduos. Este estudo objetivou avaliar os hábitos alimentares, o comportamento neofóbico em relação aos alimentos e o comportamento dos pais durante as refeições de crianças entre três e seis anos em Pernambuco. Foi conduzida uma pesquisa transversal com pais de crianças pré-escolares de todas as microrregiões de saúde de Pernambuco. Foram aplicados o Questionário sobre Hábitos Alimentares Infantis, a Escala de Neofobia Alimentar em Crianças e a Escala de Comportamento dos Pais Durante as Refeições (PMAS), além de questionários sociodemográficos relacionados à pandemia de COVID-19. A amostra incluiu 246 participantes, sendo a maioria mulheres (88,62%) com média de 35 anos. Sobre a pandemia, 71,1% dos participantes relataram alteração na rotina de trabalho. Quanto às crianças, a média de idade foi de 4,56 anos, com peso médio de 22,46 kg e altura média de 1,22 m, onde 34,2% possuem peso elevado para a idade e 8,53% magreza acentuada. A análise dos hábitos alimentares revelou que a maioria das crianças consome 2-3 variedades de cada grupo alimentar, com um escore total de 103,1, indicando hábitos moderadamente saudáveis. Quanto à neofobia alimentar, as crianças pontuaram 31,02, correspondendo a um nível de neofobia moderado. Os resultados evidenciaram níveis moderados de neofobia e hábitos alimentares infantis mais saudáveis do que não saudáveis, havendo associação ao comportamento dos pais durante as refeições. 

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Publicado
2025-10-21
Como Citar
Arruda, G. L. Q. de, Santana, R. A. de, Santos, M. M. T. dos, Costa, M. V. S. da, Pereira, M. C. dos S., Silva, C. S. B. da, & Ambrósio, C. L. B. (2025). A influência parental no comportamento alimentar de crianças dos três aos seis anos de idade em Pernambuco. RBONE - Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 19(121), 652-657. Recuperado de https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/2802
Seção
Artigos Cientí­ficos - Original