Frequência alimentar e qualidade de vida de pacientes atendidos em uma clínica de cuidados paliativos da cidade de Pelotas-RS

  • Samara Dutra da Silveira Braz Graduanda em Nutrição, pela Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Luiza da Conceição da Rosa Graduanda em Nutrição, pela Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Eduarda de Lima Souza Graduanda em Nutrição, pela Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Amanda Sampaio Laguna Graduanda em Nutrição, pela Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Larissa Amaral de Matos Mestre em Ciências da Saúde da Fundação Universitária do Rio Grande, Nutricionista da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Alessandra Doumid Borges Pretto Doutora em Saúde e Comportamento, Vice-diretora e Professora da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
Palavras-chave: Monitorização ambulatorial, Estado nutricional, Perfil de saúde, Qualidade de vida, Cuidados paliativos

Resumo

Introdução e objetivo: Uma alimentação saudável e nutritiva está diretamente ligada à maior qualidade de vida, saúde e bem-estar de pacientes em cuidados paliativos. O estudo objetivou analisar a frequência alimentar e qualidade de vida de pacientes atendidos em uma clínica de cuidados paliativos de Pelotas-RS. Materiais e métodos: Estudo transversal descritivo com pacientes adultos e idosos atendidos na Unidade Cuidativa da Universidade Federal de Pelotas, de julho a dezembro de 2024. Aplicou-se um questionário com questões socioeconômicas, de frequência alimentar e de qualidade de vida. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos da UFPel. As análises estatísticas foram realizadas no programa JAMOVI, com nível de significância estatística de α= 0,05. Resultados e discussão: Na amostra houve maior prevalência de indivíduos idosos, com média de idade de 63,4 ±13,2, do sexo feminino, cor da pele branca, inativos quanto à ocupação, sem companheiro, com ensino fundamental completo ou incompleto e da classe C. A frequência alimentar mostrou um consumo regular de feijões, arroz, massa, batata, pão, carne, ovo e fruta e um consumo irregular de verdura, legume, suco natural, refrigerante e suco artificial. Pessoas eutróficas apresentaram maiores níveis de qualidade de vida boa ou muito boa, e com renda da classe B apresentaram maior média de qualidade de vida. Conclusão: Conhecer a frequência alimentar dos pacientes em cuidados paliativos é essencial para fornecer um tratamento individualizado e eficaz buscando a melhoria da qualidade de vida.

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Publicado
2025-12-30
Como Citar
Braz, S. D. da S., Rosa, L. da C. da, Souza, E. de L., Laguna, A. S., Matos, L. A. de, & Pretto, A. D. B. (2025). Frequência alimentar e qualidade de vida de pacientes atendidos em uma clínica de cuidados paliativos da cidade de Pelotas-RS. RBONE - Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 19(125), 1528-1539. Recuperado de https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/3023
Seção
Artigos Cientí­ficos - Original

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