Comportamento alimentar e estado nutricional em docentes do curso de medicina da universidade do sul de Santa Catarina

  • Daiana Louise Andrade Silva Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.
  • Francisca Maria Araújo da Silva Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.
  • Samuel Eneias Pereira Viana Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.
  • Ivan Carlos Tenório Lins Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.
  • Claudia Meurer Souza Programa de pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.
  • Betine Moehlecke Pinto Moehlecke Iser Programa de pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.
Palavras-chave: Fatores de risco, Doença crônica, Sistema de vigilância de fator de risco comportamental, Hábitos alimentares, Estado nutricional

Resumo

Introdução: As doenças crônicas não transmissíveis são doenças decorrentes do modo social de organizar a vida e dos comportamentos em saúde da população, sendo responsáveis por 71% das mortes no mundo.O objetivo é avaliar o estado nutricional e o comportamento alimentar dos professores de medicina de uma universidade do Sul do país.Materiais e Métodos: Estudo transversal sobre consumo alimentar e medidas antropométricas autorreferidas, em uma amostra de professores do curso de medicina da Universidade do Sul de SantaCatarina, campus Tubarão,no ano de 2014. Os indicadores são apresentados por meio da prevalência (%) e razões de prevalência (RP), com intervalo de confiança de 95%. Resultados:Foram entrevistados 155 professores, 61,3% do sexo masculino, com média de idade de 45,2 ±10,6 anos. A maioria eram médicos da área clínica. O consumo regular de frutas e hortaliças foi verificado em 60,7% dos entrevistados e o consumo recomendado em 41,3%. O consumo regular de feijão foi de 20% e de peixe 85,8%. O excesso de peso foi verificado em 50,3% dos entrevistados, mais frequenteem homens, com idade ≥45 anos e da área cirúrgica. Os obesos (14,2%) apresentaram maior consumo de carnes com gordura (RP 2,01 IC 95% 1,10 –3,68) e de refrigerantes ou suco artificial (RP 2,01 IC95% 1,04 –3,90). Conclusão:O estudo apontou um comportamento alimentar adequado na maioria dos professores de medicina, em geral profissionais de saúde, enquanto o estado nutricional seguiu o padrão nacional, indicando a necessidade de medidas de redução de peso nessa população.

Biografia do Autor

Daiana Louise Andrade Silva, Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.

Médica formada pela Universidade do Sul de Santa Catarina em 2015, atua no serviço de urgência e emergencia no estado de Sergipe e na Estratégia da Saúde da Famí­lia. Concluiu o curso de pós graduação em dermatologia em 2018 pela Faculdade de ciências médicas, IPEMED, em Brasí­lia, onde esta cursando a pós graduação em medicina estética. Também esta cursando especialização em Saúde da Famí­lia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte pelo programa Mais Médicos. 

Francisca Maria Araújo da Silva, Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.

Médica formada pela Universidade do Sul de Santa Catarina, especialista em Cardiologia.

Samuel Eneias Pereira Viana, Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.

Médico formado pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Atualmente diretor clí­nico do Hospital Regional do Icó - CE. 

Ivan Carlos Tenório Lins, Faculdade de Medicina, Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.

Médico formado pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Atuando na Estratégia de Saúde da Famí­lia de Tramandaí­ - RS.

Claudia Meurer Souza, Programa de pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.

Mestranda em Ciências da Saúde. Nutricionista com especialização em nutrição materno infantil, saúde pública e nutrição esportiva.

Betine Moehlecke Pinto Moehlecke Iser, Programa de pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), Tubarão-SC, Brasil.

Doutora em Epidemiologia, consultora em vigilância de doenças e agravos não transmissí­veis

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Publicado
2020-04-12
Como Citar
Silva, D. L. A., da Silva, F. M. A., Viana, S. E. P., Lins, I. C. T., Souza, C. M., & Iser, B. M. P. M. (2020). Comportamento alimentar e estado nutricional em docentes do curso de medicina da universidade do sul de Santa Catarina. RBONE - Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 13(80), 588-598. Recuperado de https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/1020
Seção
Artigos Cientí­ficos - Original