Prevalência de sinais e sintomas sugestivos de disbiose e utilização de fármacos inibidores da bomba de prótons em universitários
Resumo
A disbiose é caracterizada pelo desequilíbrio entre o número de bactérias patogênicas e benéficas, esse fato pode provocar aumento na permeabilidade intestinal, predispondo à processos inflamatórios. O estudo avaliou a prevalência de sinais e sintomas sugestivos de disbiose intestinal e a utilização de inibidores da bomba de prótons (IBPs) em universitários. Trata-se de um estudo observacional, analítico, de corte transversal com abordagem quantitativa dos dados, com uma amostra de 70 universitários, a coleta de dados foi realizada através da aplicação de três questionários: questionário sobre informações sociodemográficas, de Rastreamento Metabólico e sobre o uso de fármacos IBPs. Observou-se alta prevalência de sinais e sintomas sugestivos de disbiose intestinal com o indicativo de existência de hipersensibilidade observados em 66% dos participantes, com absoluta certeza de hipersensibilidade sugestivo para disbiose nos indivíduos que utilizam os IBPs, destacando o uso do omeprazol e do pantoprazol por um período acima do recomendado, de forma inadequada e sem prescrição médica. Os sintomas prevalentes foram arrotos, gases intestinais, correspondendo a um percentual de 59,99%. Notaram-se comportamentos que podem influenciar a ocorrência de sintomas e sinais sugestivos da disbiose, apesar de um nível de atividade física ativo pela maior parte dos estudantes (65,71%). Toda via, outros fatores não verificados no presente estudo incidentes sobre o estilo de vida, além dos hábitos alimentares, ansiedade e estresse podem contribuir para o maior/menor risco de disbiose intestinal. Mediante a carência de estudos na literatura, novas pesquisas devem ser realizadas para verificar a influência dos IBPs na microbiota.
Referências
-Alves, B.K.R.B.; Santos, L.C.; Lima Sousa, P.V.; Santos, G.M.; Anjos Barros, N.V. Prevalência de sinais e sintomas sugestivos de disbiose intestinal em acadêmicos de uma instituição de ensino superior. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento. São Paulo. Vol. 14. Num. 87. 2020. p. 588-597.
-Araújo, L. S.; Araujo, B. M.; Guimarães, C. S.; Fróes, D. N. S.; Maia, E. C. S.; Hoffmann, G.; Leite, N. A. A. Inibidores de Bomba de Prótons: vantagens e desvantagens do uso prolongado. Revista Eletrônica Acervo Científico. Vol. 34. e8662. 2021. p. 1-6.
-Calafiori, A. L. S.; Lima, A. A. B.; Silva, J. I. M.; Seraphim, J. C.; Silva, K. H.; Silva, L. M. S.; Leite, N. A. A. Efeitos adversos do uso contínuo e irracional dos inibidores de bomba de prótons em idosos. Brazilian Journal of Health Review. Vol. 5. Num. 5. 2022. p. 17964-17976.
-Caldeira, B. S.; Ferreira, J. C. C. Estado nutricional e associação com o risco para disbiose. TCC. Centro Universitário Toledo. Araçatuba. 2018.
-Coelho, D. M. N. Administração crônica de omeprazol promove alterações comportamentais, inflamatórias e oxidativas no sistema nervoso central de camundongos. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Ceará. Fortaleza. 2021.
-Ddine, L. C.; Ddine, C. C.; Rodrigues, C. C. R.; Kirsten, V. R.; Colpo, E. Fatores associados com a gastrite crônica em pacientes com presença ou ausência do Helicobacter pylori. ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo). Vol. 25. Num. 2. 2012. p. 96-100.
-Ferreira, A. W. C.; Carbonari, K.; Dias, L. B.; Sales, N. R. G. S.; Felipe, A. B. Inibidores de bomba de prótons e disbiose intestinal. Trabalho de Conclusão de Curso. FacUnicamps. Goiânia/GO. 2021
-Fonseca, F. D. S.; Cavalcante, J. A.; Almeida, L. D. S. C.; Fialho, J. V. A. P. Análise do perfil sociodemográfico, motivos de adesão, rotina de treinamento e acompanhamento profissional de praticantes de corrida de rua. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. Vol. 27. Num. 4, 2019. p. 189-198.
-Fossmark, R.; Martinsen, T. C.; Waldum, H. L. Adverse Effects of Proton Pump Inhibitors-Evidence and Plausibility. International journal of molecular sciences. Vol. 20. Num. 20. 2019. p. 5203.
-Gravato, G.T.; Campos, D.C.; Setaro, L. A influência do exercício na microbiota intestinal. Estilo de vida. Vol. 8. Num. 1. 2022. p. 10-22.
-Jacobine, T.A. Disbiose intestinal e nível de atividade física: um estudo com estudantes de Nutrição de um centro universitário no interior de Pernambuco. TCC. Vitória de Santo Antão. Pernambuco. 2019.
-Jardim, A.T.; Rangel Junior, C.L.A.; Fontoura, C.C.; Aragão, F.B.A.; Salvador, E.P. Prevalência de hipersensibilidade e disbiose intestinal em policiais militares. 12º Congresso Nacional dos estudantes de saúde. Porto Seguro. 2018. Disponível em: <https://docplayer.com.br/123657554Prevalencia-de hipersensibilidade-e-disbiose-intestinal-em-policiais-militares.html> Acesso em: 30/07/2024.
-Jesus, I.A.B.; Oliveira, D.G.; Moreira, A.P.B. Consumo alimentar e de suplementos nutricionais por praticantes de exercício físico em academia de Juiz de Fora-MG. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. São Paulo. Vol. 11. Num. 66. 2017. p. 695-707.
-Lima, L.M.; Lima, A.S.; Braggion, G. F. Avaliação do consumo alimentar de praticantes de musculação. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. Vol. 9. Num. 50. 2015. p. 103-110.
-Minayo, M.C.D.S. O desafio do conhecimento-pesquisa qualitativa em saúde. In O desafio do conhecimento-pesquisa qualitativa em saúde. Rio de Janeiro. Editora Hucitec. 7a edição. 2000. 269 p.
-Moreira, M.R.S.; Santos, F.L.; Lima Sousa, P. V.; Santos, G.M., Cavalcante, R.M.S.; Barros, N.V.A. Perfil antropométrico e sinais e sintomas sugestivos de disbiose intestinal em praticantes de musculação no município de Picos-PI. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. São Paulo. Vol. 13. Num. 80. 2019. p. 591-600.
-Pivello, V.L. Inibidores da bomba de prótons. IN Pivello, V. L. Farmacologia: como agem os medicamentos. Rio de Janeiro. Atheneu. 2a edição. 2022.
-Reis, A.C.; Silva Carvalho, G.; Silva Sousa, N. L.; Santos, G.M.; Lima Sousa, P.V.; Barros, N. V.A. Sinais e sintomas sugestivos de disbiose intestinal na população brasileira: uma revisão de literatura. Research, Society and Development. Vol. 11. Num. 9. 2022. p. e56111932094.
-Ribeiro, A.C.; Melo, G.H.; Carneiro, N.S. Prevalência de sinais e sintomas de disbiose intestinal em estudantes do curso de medicina de uma instituição de ensino superior privada em Mineiros-GO. TCC. Centro de Ensino Superior Morgana Potrich Eireli. Mineiros. Goiás. 2019.
-Sanches, F.S.F.; Dantas, A.S.; Souza, R.G.; Castro Sant’anna, C. D. Implicações do uso prolongado de inibidores da bomba de prótons relacionados à susceptibilidade de doenças. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research. Vol. 5. Num. 5. 2022. p. 17964-17976.
-Sehnem, R.C.; Soares, B.M. Avaliação nutricional de praticantes de musculação em academias de municípios do centro-sul do Paraná. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. São Paulo. Vol. 9. Num. 51. 2015. p. 206-214.
-Silva, L.R.; Pereira, T.A. Avaliação do uso de inibidores de bomba de prótons pela população. TCC. Universidade de Uberaba. Minas Gerais. 2023.
-Silva, M.P. Prevalência de hipersensibilidade alimentar e/ou ambiental e de sinais e sintomas de disbiose intestinal em estudantes de nutrição de um centro universitário no interior de Pernambuco. TCC. Universidade Federal de Pernambuco. Vitória de Santo Antão. 2018.
-Vieira, M,T.P.M.; Borja, A. Uso contínuo de inibidores da bomba de prótons e seus efeitos a longo prazo. Revista Oswaldo Cruz. Vol. 7. Num. 17. 2018. p. 1-10.
-WHO. World Health Organization. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a WHO Consultation of Obesity. Geneva.1997.
Copyright (c) 2025 Eduardo Odonete Marques, Francisca Estela Araújo Costa, Gleyson Moura dos Santos, Paulo Víctor de Lima Sousa, Nara Vanessa dos Anjos Barros

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
Autores que publicam neste periódico concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem ao periódico o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License BY-NC que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial neste periódico.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada neste periódico (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial neste periódico.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citaçao do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
