Efeito do plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis 2011-2022 nas tendencias da obesidade no Brasil em 2021

  • Victor Manuel Arocena Canazas Graduação em Economia, Mestre em Economia e em Ciências da Saúde, Doutor em Demografia. Estágio Pós-doutoral em Ciências da Saúde na área de concentração Saúde Pública e Epidemiologia, Atualmente, em Estágio Pós-doutoral em Desenvolvimento Regional no Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional. Universidade Federal do Amapá, Macapá, Amapá, Brasil.
  • Antônio Monteiro Filocreão Graduação em Agronomia, Mestre em Economia, Doutor em Desenvolvimento Socioambiental, Professor e Vice-Coordenador do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional, Universidade Federal do Amapá, Macapá, Amapá, Brasil.
  • Fernando Antônio de Medeiros Graduação em Farmácia, Mestre em Produtos Naturais e Sintéticos, Doutor em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos, Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal do Amapá, Macapá, Amapá, Brasil.
  • Cleidjane Gomes Faustino Graduação em Enfermagem, Mestre em Ciências da Saúde, Doutora em Inovação Farmacêutica, Universidade Federal do Amapá, Macapá, Amapá, Brasil.
Palavras-chave: Peso corporal, Sobrepeso, Doenças crônicas não transmissíveis, Modelos de regressão

Resumo

Objetivo: Analisar o efeito do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis 2011-2022 nas tendências da obesidade no Brasil e capitais dos estados no período 2011-2021. Materiais e Métodos: Estudo de série temporal, realizado a partir dos Relatórios do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) do período 2006-2021. Para estimar o efeito do Plano 2011-2022, comparam-se as projeções da obesidade do ano 2021 com as percentagens da obesidade reportada pelo do Sistema VIGITEL do ano 2021. Resultados: No período 2006-2021, a obesidade aumentou no Brasil e capitais dos estados; as variações médias anuais (vma) para os períodos 2006-2010 e 2011-2021, revelam diminuição na tendência de aumento. Conclusão: A diminuição da tendência da obesidade pode-se atribuir, pelo menos em parte, ao efeito da intervenção do Plano 2011-2022. Na ausência de fatores externos, que possam modificar as tendências no futuro, poder-se-ia assumir, a priori, que haveria no longo prazo, estabilização e diminuição relativa da obesidade no Brasil. Tal cenário requer, além a continuidade na implementação das políticas e planos, maior compromisso da população para se tornarem mais ativas fisicamente, bem como a opção por uma alimentação mais saudável.

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Publicado
2025-12-30
Como Citar
Canazas, V. M. A., Filocreão, A. M., Medeiros, F. A. de, & Faustino, C. G. (2025). Efeito do plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis 2011-2022 nas tendencias da obesidade no Brasil em 2021. RBONE - Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 19(125), 1662-1672. Recuperado de https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/3073
Seção
Artigos Cientí­ficos - Original