Efeito do plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis 2011-2022 nas tendencias da obesidade no Brasil em 2021
Resumo
Objetivo: Analisar o efeito do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis 2011-2022 nas tendências da obesidade no Brasil e capitais dos estados no período 2011-2021. Materiais e Métodos: Estudo de série temporal, realizado a partir dos Relatórios do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL) do período 2006-2021. Para estimar o efeito do Plano 2011-2022, comparam-se as projeções da obesidade do ano 2021 com as percentagens da obesidade reportada pelo do Sistema VIGITEL do ano 2021. Resultados: No período 2006-2021, a obesidade aumentou no Brasil e capitais dos estados; as variações médias anuais (vma) para os períodos 2006-2010 e 2011-2021, revelam diminuição na tendência de aumento. Conclusão: A diminuição da tendência da obesidade pode-se atribuir, pelo menos em parte, ao efeito da intervenção do Plano 2011-2022. Na ausência de fatores externos, que possam modificar as tendências no futuro, poder-se-ia assumir, a priori, que haveria no longo prazo, estabilização e diminuição relativa da obesidade no Brasil. Tal cenário requer, além a continuidade na implementação das políticas e planos, maior compromisso da população para se tornarem mais ativas fisicamente, bem como a opção por uma alimentação mais saudável.
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