Qualidade de vida dos idosos, segundo variáveis ​​sociodemográficas e de comportamento alimentar

  • Jackeline Corrêa França de Arruda Bodnar Massad Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), Curso de Nutrição, Várzea Grande, Mato Grosso, Brasil; Universidade Federal de Mato Grosso. Programa de Pós-graduação em Saúde coletiva, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.
  • Fábia Dayane Corrêa Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), Curso de Nutrição, Várzea Grande, Mato Grosso, Brasil.
  • Rayane Oliveira da Conceição Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), Curso de Nutrição, Várzea Grande, Mato Grosso, Brasil.
Palavras-chave: Qualidade de vida, Idosos, Comportamento alimentar

Resumo

Introdução: No Brasil, a população idosa tem aumentado significativamente nos últimos anos. Desta forma, é essencial dedicar uma maior atenção aos hábitos e comportamentos alimentares, garantindo uma boa qualidade de vida. Objectivo: Descrever a qualidade de vida segundo variáveis ​​demográficas, socioeconómicas e de comportamento alimentar do idoso. Materiais e Métodos: Este estudo englobou idosos de Várzea Grande, tanto do sexo feminino como do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 60 e os 79 anos. A abordagem de investigação empregue foi de carácter transversal e quantitativo, com uma abordagem descritiva através da aplicação de questionários. A técnica utilizada para a recolha de dados consistiu na realização de questões orais sobre variáveis ​​socioeconómicas e comportamentais por parte dos autores do estudo, sendo registadas manualmente em questionário impresso. Resultados: Foram investigados 312 idosos, sendo a maioria com uma fraca perceção da qualidade de vida (54,2%, n=169). Quando analisada a qualidade de vida a partir dos fatores demográficos, a má perceção era maior entre os homens (55,4%), com idades compreendidas entre os 75-79 anos (76,6%) e os viúvos (61,8%). Em relação às variáveis ​​socioeconómicas a má perceção foi maior nos indivíduos com o ensino secundário (57,1%) e com rendimentos de 2,1 a 3 salários mínimos (65,8%). No que respeita às variáveis ​​de comportamento alimentar a má qualidade de vida foi maior quando outro membro do agregado familiar era responsável pelas compras (57,1%) e pela confeção das refeições, sendo este pelo sexo masculino (71,4%). A mesma perceção foi evidenciada quando o idoso não realizava em companhia as suas refeições (59,2%). Conclusão: A perceção de má qualidade de vida foi mais prevalente entre os idosos do sexo masculino, viúvos, com formação até ao ensino secundário, recebendo até 3 salários, não responsáveis ​​pela compra ou confeção das suas refeições, e quando estas eram realizadas sem companhia.

Biografia Autor

Jackeline Corrêa França de Arruda Bodnar Massad, Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), Curso de Nutrição, Várzea Grande, Mato Grosso, Brasil; Universidade Federal de Mato Grosso. Programa de Pós-graduação em Saúde coletiva, Cuiabá, Mato Grosso, Brasil.

Introdução: No Brasil, a população idosa tem aumentado significativamente nos últimos anos. Desta forma, é essencial dedicar uma maior atenção aos hábitos e comportamentos alimentares, garantindo uma boa qualidade de vida. Objetivo: Descrever a qualidade de vida segundo variáveis demográficas, socioeconômicas e de comportamento alimentar do idoso. Materiais e Métodos: Este estudo englobou idosos de Várzea Grande, tanto do sexo feminino quanto masculino, com idade entre 60 e 79 anos. A abordagem de pesquisa empregada foi de caráter transversal e quantitativo, com uma abordagem descritiva através da aplicação de questionários. A técnica utilizada para coleta de dados consistiu na realização de perguntas orais sobre variáveis ​​socioeconômicas e comportamentais pelos autores do estudo, sendo registradas manualmente em questionário impresso. Resultados: Foram investigados 312 idosos, sendo a maioria com percepção da qualidade de vida ruim (54,2%, n=169). Ao analisar a qualidade de vida a partir dos fatores demográficos, a percepção ruim era maior entre os homens (55,4%), com idade entre 75-79 anos (76,6%) e viúvos (61,8%). Em relação às variáveis socioeconômicas a percepção ruim foi maior em indivíduos com ensino médio (57,1%) e com renda de 2,1 a 3 salários-mínimos (65,8%). Com relação às variáveis de comportamento alimentar a qualidade de vida ruim foi maior quando outro membro do domicílio era responsável pelas compras (57,1%) e pelo preparo das refeições, sendo este pelo sexo masculino (71,4%). A mesma percepção foi evidenciada quando o idoso não realizava em companhia suas refeições (59,2%).  Conclusão: A percepção de qualidade de vida ruim foi mais prevalente entre os idosos do sexo masculino, viúvos, com formação até o ensino médio, recebendo até 3 salários, não responsáveis pela compra ou preparo de suas refeições, e quando estas eram realizadas sem companhia.

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Publicado
2025-12-20
Como Citar
Massad, J. C. F. de A. B., Corrêa, F. D., & Conceição, R. O. da. (2025). Qualidade de vida dos idosos, segundo variáveis ​​sociodemográficas e de comportamento alimentar. Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 19(123), 1091-1099. Obtido de https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/2910
Secção
Artigos Cientí­ficos - Original