Avaliação do consumo alimentar e risco de disbiose Intestinal em idosos do Nordeste

  • Amanda de Andrade Alencar Ramalho Universidade Federal do Piauí (UFPI), campus Senador Helvídio Nunes de Barros (CSHNB), Picos, Piauí, Brasil.
  • Ana Letícia de Carvalho Universidade Federal do Piauí (UFPI), campus Senador Helvídio Nunes de Barros (CSHNB), Picos, Piauí, Brasil.
  • Gleyson Moura dos Santos Professor do curso de Nutrição do Centro Universitário Facid Wyden, Teresina, Piauí, Brasil.
  • Paulo Víctor de Lima Sousa Professor do curso de Nutrição do Centro Universitário Facid Wyden, Teresina, Piauí, Brasil.
  • Nara Vanessa dos Anjos Barros Professora Adjunta da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Campus Ministro Petrônio Portela (CMPP), Teresina, Piauí, Brasil.
Palavras-chave: Envelhecimento, Microbiota intestinal, Estilo de vida

Resumo

A disbiose caracteriza-se pela diminuição do número de bactérias benéficas e aumento de bactérias patogénicas, com comprometimento do sistema imunitário do hospedeiro e, como consequência, influencia o aparecimento de outras doenças, devido às alterações na diversidade, mudança espacial ou numérica da população microbiana no organismo humano. O objetivo do estudo foi avaliar o consumo alimentar e o risco de disbiose intestinal em idosos de uma cidade do interior do Piauí. Trata-se de uma pesquisa de natureza observacional, de carácter transversal e de abordagem quantitativa dos dados. A recolha de dados foi realizada através da aplicação de três questionários: perfil sociodemográfico e económico, questionário de avaliação do risco de disbiose intestinal e o questionário de frequência alimentar. Constituíram a amostra do estudo 58 idosos, sendo 70,7% do sexo feminino e 29,3% do sexo masculino, com a faixa etária se entre os 60-89 anos, com a média de idades de 68,5 anos. Os resultados sugeriram uma prevalência média de risco para o desenvolvimento de disbiose intestinal entre a população estudada 82,8%. Estes resultados podem estar diretamente relacionados com as características socioeconómicas desta população, bem como os seus hábitos de vida, principalmente no que diz respeito à alimentação. Desta forma, é evidente a necessidade de levar aos idosos informação sobre a importância das mudanças no estilo de vida que irão atenuar a prevalência da disbiose e provocar a melhoria da qualidade de vida destes doentes.

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Publicado
2025-12-17
Como Citar
Ramalho, A. de A. A., Carvalho, A. L. de, Santos, G. M. dos, Sousa, P. V. de L., & Barros, N. V. dos A. (2025). Avaliação do consumo alimentar e risco de disbiose Intestinal em idosos do Nordeste. Revista Brasileira De Obesidade, Nutrição E Emagrecimento, 19(122), 968-978. Obtido de https://www.rbone.com.br/index.php/rbone/article/view/2867
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Artigos Cientí­ficos - Original

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